Não quero mais o amanhecer
Acordar essa dor
Sem você do meu lado
Tem tanto que me faz te ver
E lembrar que agora eu to só
Alguém apagou a chama
E sem a luz a noite me devora
É espaço demais na cama
Eu fecho os olhos e tento te encontrar
REFRÃO:
Por uma noite só
Eu quero tanto te lembrar
E me perder de novo
Mais uma vez no teu olhar
Por uma noite só
Voltar o tempo pra sentir
Você aqui
Não quero mais o amanhecer
Ver o dia chegar sem você do meu lado
Ouvir a sua voz chamar
E lembrar que agora eu to só Dizem que com o tempo Tudo passa e a vida se acerta Mas eu não to vendo nada Tempo passa e eu só quero te encontrar
REFRÃO
E eu não quero mais chorar Vou pra onde for Pra ter você perto de mim Eu não consigo te deixar Eu não sei viver assim
E agora só tenho essas poucas palavras para me traduzir...
Hoje, comecei a ver o que eu vou deixar aqui e o que eu vou levar de volta comigo, para ver se preciso comprar outra mala ou não. E comecei a recordar de quando eu estava fazendo as malas para vir para o Canadá, cheia de expectativas, medos, felicidade, e com o desconhecido nas mãos... E, agora, sinto os mesmos sentimentos ao voltar para o Brasil.
Nostalgia e alegria misturadas...
Vou ficando por aqui pela falta de palavras para expressar o tanto de emoções que eu estou degustando!
Resta-me apenas duas semanas de intercâmbio! Contagem regressiva para matar todas as saudades e a vontade de voltar para tudo o que é meu. Isso, somado ao medo do retorno, e a vontade de continuar aqui por alguns motivos...
Resumo dos últimos dias:
My birthday: É, foi estranho... nem pareceu meu aniversário, mas também foi agradável. Fui para um night club, e deu para curtir! Dancei e ri muito! hehehe
Classe, nível, e professor novos: Readaptação (como sempre), e já começou a dar muita vontade de não ir mais às aulas. Minha professora não é nada bem preparada, o que torna o aprendizado bem mais confuso e tedioso do que normalmente já é. Triste, mas verdade! rs
Cirque du Soleil Michael Jackson Immortal World Tour 2011: Um dos momentos mais mágicos da minha vida! Não há palavras para descrever todas as belezas de um espetáculo com as músicas, imagens e todo o enredo do meu memorável Mike! Foi espetacular! Cada música que se iniciava o meu coração parecia que ia explodir de alegria e emoção! Foi lindo! Vai ficar para sempre em minha memória. Tudo muito mágico, assim como o Michael Jackson é!! Parabéns Cirque Du Soleil! Amazing!! Incredible!! Perfect!!
Falta 1 mês para o meu retorno. Retorno em todos os sentidos... Fico pensando, poxa como passou rápido! Mas quanto eu senti, experimentei, sorri, chorei, mudei... Pareceu anos!rs Agora, só faltam 4 semanas para eu voltar, e isso é pouco para quem antes tinha 3 meses para enfrentar. Mas, às vezes, o tic-tac passa devagar e eu penso faltar 40 ao invés de 4 semanas!! rs Louco, mas real! Só vivendo uma experiência dessa para entender do sentimento que estou falando. Muitos que eu conheci aqui já voltaram para os seus países, e a minha vez chegará também.
É isso aí. Apenas 4 semanas!! Vou tentar aproveitar o quanto eu puder.
Queria mais palavras, mas não consigo agora. Quem sabe, amanhã...
Dia 29/09, fez um mês que eu estou em Vancouver! E as horas pareceram voar, e os dias demorarem a passar, e os sentimentos triplicarem... Que mês "eterno e sem fim" foi esse setembro!! Tanto eu senti... Eu nem sei por onde começar a falar...
Cheguei no aeroporto de Toronto para seguir para Vancouver, e a minha mala não estava lá. E eu não desejo isso para ninguém! Foi encontrada depois de 4 dias. Tantas adaptações, tantas diferenças, tanta saudade... falta de ter amigos certos para sair aqui e para dividir os sentimentos. Troquei de homestay e depois voltei à mesma; dúvidas quanto ao nível que eu devia ficar no curso; desafios com o inglês... Enfim, tudo muito e misturado!! Mas hoje quero dar destaque ao que eu tenho aqui, bem dentro do meu jeito de ser, e do meu coração. Quero falar de tudo o que essa experiência tem me acrescentado, e do meu agora.
Vivi, vivo, e ainda vou viver nesses dois meses que me faltam aqui, muitos obstáculos. E se eu sabia que eu iria vivê-los quando eu chegasse aqui? Sim, eu sabia. Mas não totalmente. A gente só sabe quando vive de fato. E é aquela coisa, cada pessoa sente de uma forma. Eu não pensei que eu teria tantas dificuldades para me adaptar. Pelo contrário. Eu só pensava que tudo seria mais maravilhoso do que eu imaginei. Fiquei decepcionada, sim, com algumas coisas, e se um dia eu vier a fazer outra experiência dessa, eu farei muitas escolhas diferentes. Não é fácil estar sozinha em um outro país com tudo tão novo para se enfrentar.
Mas agora, ao final desse primeiro mês, eu vejo que muito do que eu sonhei viver aqui, eu estou realizando. Sonhei mesmo, desbravar um novo mundo com as minhas mãos, para ver o quão forte e corajosa eu sou. E eu vejo o quanto esse intercâmbio me fez mais forte!! Hoje sei que eu vim para esse intercâmbio para ser mais minha.
Tudo o que eu enfrentei aqui me fez ver o quanto eu sou valiosa. Fez-me descobrir muitas coisas sobre quem sou, e também discordar de algumas idéias que eu pensava serem certas para mim. Fez-me ver a qual lugar eu pertenço, e a quem eu pertenço. Fez-me ver que eu tenho medo de altura, e que eu sou mais ansiosa, e cobro mais de mim do que eu já sabia. Fez-me ver que não há lugar melhor que a minha casa, falando a minha língua e perto dos meus. E o melhor, e maior de tudo, é que me fez ver o quão perto Deus está de mim. E que, sim, Ele é fiel, e que tudo nessa vida tem um propósito. Eu acredito cegamente nisso e nEle!
Agora eu estou bem.A fumaça tem se dissipado cada vez mais dos meus olhos. Eu estou mais relaxada... Vi que se adaptar não significa concordar, mas apenas saber o que eu sou, o que o outro é, e que o respeito está no meio de nós dois. E que eu posso errar. Eu devo isso a mim: aprender a me deixar errar sem ficar embaraçada Ninguém tem nada a ver com isso! Estou tentando me deixar mais livre... Não devo nada a ninguém, e não há ninguém aqui por mim, ninguém além de mim e Jesus, então, tenho que correr atrás do que acredito ser o melhor para mim aqui. O inglês melhorou sim, nada extraordinário, mesmo porque cheguei aqui com o inglês básico, mas posso ver melhoras... Estou bem no curso, fazendo o melhor que posso. Subi de nível, e agora, estou querendo aprender mais. As aulas são cansativas, mas vamos que vamos! A saudade é grande, mas eu estou certa do que eu vim fazer aqui, e isso não se reduz apenas a aprender inglês, mas sim crescimento pessoal como eu falei antes, e que isso aqui tem prazo de validade. E a minha paz começa quando eu sempre me recordo o quanto a vida é ilusória, e o quanto tudo é passageiro. Consequentemente, vejo que não há motivos para ser preocupada ou me importar tanto com certas coisas e certas pessoas, se tudo passa, e o que fica são só os momentos. E eu terei belos momentos para lembrar daqui. Conheci pessoas maravilhosas que embelezaram ainda mais os lugares e os sorrisos que nós dividimos. Paisagens belas aqui eu vi. Me vi só, mas também me vi nessa solidão. É tudo tão intenso! Porque eu sempre sou muito intensa. E eu acho que quero continuar sendo assim.
Tudo isso aqui vale muito a pena. E tudo tem que ser aproveitado ao máximo, e isso não significa viver para fora, mas internalizar o valor que essa vivência traz. Estou aprendendo muito, crescendo e amadurecendo. Vou levar uma Larissa diferente daqui eu trouxe para cá. Tudo aqui é uma lição para mim. E tudo é muito válido. Experiência de vida!!
Estou tomando o meu coração de volta. Reconhecendo o meu sorriso.
"Você nunca sabe a força que tem. Até que a sua única alternativa é ser forte!" (Johnny Depp)
"Busco as velhas lembranças boas, mas não as encontro. Atraso meu relógio para deixar viva a esperança de que ainda há tempo; porém, minha consciência sabe que forjei isso, no intuito de que meu coração bata um tico mais feliz em sua própria saudade que também foi embora. Mas não adianta. Algo estranho anda acontecendo comigo, uma preferência secreta pelo presente.
Existe um vazio meio esquisito aqui. Não daqueles que dói ou que dá um medo tremendo de seguir em frente; parece mais com aquele que a gente sente quando se muda e estranha o novo lar. Dá aquele friozinho na barriga, aquela ansiedade para descobrir o que vai acontecer e, ao mesmo tempo, aquela sensação boa de que tudo finalmente está em seu devido lugar e que agora sim - tudo vai ficar bem.
A saudade de você resolveu me abandonar. Ficou agora só uma falta daquilo que eu sentia, mas da sua pessoa não sinto mais não. Dei um passo a frente. Perdi aquele medo estúpido que eu tinha de seguir em frente. Aprendi a esperar o que a vida pode trazer de bom, parei de exigir que ela cumprisse promessas subentendidas. Entendi: juras, na verdade, nunca existiram; no fundo, é só desejo, vontade passageira.
No entanto, não trago raiva suas. Botei a mágoa para fora e dei seu lugar à uma espécie de perdão (ainda estou treinando). Abri espaço para p que há de positivo. Separei-me do passado. E agora, vou correndo de braços abertos para o que se faz presente. "